Jamais esquecerei das palavras frias
Que você proclamou através destas teclas de plástico.
A coragem, talvez, seja um privilégio para poucos.
Esconder-se atrás de uma tela, talvez, seja mais fácil
Do que dizer olho a olho...
Que eu caí nas suas mentiras,
E que nenhum de meus agrados lhe agradou, de verdade...
Ahh! Minhas piadas... coitadas! Nunca lhe fizeram rir!
A piada, na verdade, sempre fui eu!
Você não foi autêntico, ahh... não foi!
O chão em que pisamos este tempo todo
É feito de gelo, e olhe para ele agora...
É verão, colapsa-se, despedaça-se a cada instante...
Até no fim virar água, líquida sem firmeza
Representando nosso triste fim.
Sem ao menos uma despedida digna,
Só com a lembrança de que aquele beijo
No seu rosto ignorante à mim, foi o último:
O último toque da minha pele com a sua,
O último suspiro sentindo o seu perfume,
A última vibração gerada por sua voz...
E a primeira lágrima de meu rosto,
Dentre muitas que se derramarão.
Comecei a postar o que estou escrevendo, quase todos os dias, há três meses.
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1 comentários:
PERFEITO!
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